GAMETOGÊNESE FEMININA

OOGÊNESE


A gametogênese feminina é denominada oogênese ou ovogênese e inicia-se no interior dos folículos ovarianos, que são as unidades funcionais e fundamentais dos ovários. Tem início ainda na vida  intrauterina, quando as células germinativas, derivadas do embrião feminino, passam pela fase de multiplicação até aproximadamente a 15ª semana da vida fetal2, sofrendo divisões mitóticas  ando origem as oogônias. As oogônias a seguir passam por uma fase de crescimento dando origem aos oócitos primários. Os oócitos primários passarão pelas fases de maturação que Correspondem às divisões meióticas. Nas recém-nascidas, parte deste processo de maturação já ocorreu, isto é, a primeira divisão da meiose já se iniciou e o oócito primário encontra-se  stacionado em prófase I na subfase de diplóteno. Alguns estudos sugerem que o processo meiótico fica inibido pela ação de um fator inibidor da maturação do oócito (OMI). Além deste fator é  importante também à ação do fator promotor da maturação (MPF), que é um dímero, complexo protéico formado por duas subunidades denominadas Cdc (proteína quinase) e a ciclina, que é uma  proteína reguladora, que controla a capacidade da Cdc fosforilar proteínas – alvo adequadas4. A atividade do MPF é controlada pelo padrão cíclico de acúmulo e degradação da ciclina, que é um de seus componentes. A montagem do dímero Cdc-ciclina, sua ativação e posterior degradação são processos centrais que controlam o ciclo celular. No diplóteno da prófase I os cromossomos estão duplicados e apresentam duas cromátides. Nessa fase podem ser observados os quiasmas (pontos de cruzamentos entre cromátides não irmãs), devido à ocorrência do crossing – over. O oócito neste estágio é identificado morfologicamente pela visualização da vesícula germinativa, que caracteriza o oócito com núcleo bem desenvolvido, imaturo e em final de prófase I. A quebra da vesícula germinativa marcará a continuidade da meiose e do processo de maturação oocitária5. Os oócitos ficam neste estágio de prófase I (diplóteno) até a mulher atingir a puberdade e o processo se completará apenas na adolescência por influência das gonadotrofinas hipofisárias. Os ovários apresentam nas mulheres recémnascidas uma média de um a dois milhões de folículos primordiais6. Os folículos primordiais são unidades formadas por uma camada de células achatadas que envolvem o oócito primário. A partir do folículo primordial forma-se o folículo secundário e em seguida o folículo pré-antral, caracterizado pela proliferação de células da granulosa, que ficam evolvidas pelas células
da teca. Entre as células da granulosa é secretado o fluído folicular que se acumula no espaço intersticial promovendo a formação da cavidade antral, caracterizando o folículo antral. Com a formação do antro, o oócito primário passa a ocupar uma posição deslocada para um dos lados do folículo ficando rodeado por várias camadas de células denominadas de cumulus oophorus. O fluído folicular acumulado na cavidade antral é importante na nutrição das células da granulosa e do oócito. Em ciclos naturais, o desenvolvimento folicular desde a fase de folículo secundário, quando o folículo atinge 2 a 5 mm, até a fase antral sofre influência do Hormônio Folículo Estimulante (FSH) secretado pela hipófise anterior. Nesta fase os folículos tornam- se gonadotrofina – dependentes para seu desenvolvimento. Sob a ação do FSH, ocorre o crescimento e o desenvolvimento folicular e o folículo antral chega à fase de folículo pré – ovulatório7. Próxima à ovulação,
o pico do Hormônio Luteinizante (LH) induz a quebra da vesícula germinativa e o processo de meiose é reiniciado. O oócito primário que estava estacionado em diplóteno, que é a fase mais longa da prófase I, podendo durar ao redor de 40 anos, entra em diacinese, finalizando a prófase I. A seguir o oócito I atinge a metáfase I em que os pares de cromossomos homólogos duplicados, pareados e num grau de condensação maior distribuem-se na placa equatorial da célula. A continuidade da maturação oocitária é caracterizada pela chegada do oócito I a anáfase I. Nesta fase os pares de cromossomos homólogos que estão pareados migram para os pólos opostos da célula. A orientação da disjunção dos cromossomos homólogos para os pólos da célula é realizada pelo  encurtamento das fibras do fuso meiótico. Esta separação dos cromossomos homólogos na anáfase I caracteriza a meiose como um processo reducional em que a ploidia da célula é reduzida à  metade, isto é, o número de cromossomos 2N = 46 cromossomos passa para N = 23 cromossomos. A redução do número de cromossomos à metade da ploidia nos gametas é fundamental para a estabilidade do número de cromossomos da espécie. A ploidia é reconstituída no momento da fecundação. Quando o oócito I atinge a telófase I, estará terminada a primeira divisão da meiose sendo formado o oócito secundário (N) e um corpúsculo polar (N). O oócito secundário é o verdadeiro gameta feminino que é liberado com o rompimento do folículo ovulatório. A ação do LH é importante para a formação do corpo lúteo a partir do folículo ovulatório8, que sofre degeneração se não ocorrer à fecundação. A Figura a seguir mostra os vários estágios do processo de maturação folicular desde o estágio de folículo primordial até a liberação do oócito secundário no fenômeno da ovulação. No ciclo ovulatório muitos folículos podem passar pelos processos de crescimento e diferenciação, mas é comum que apenas um deles chegue à ovulação ocorrendo o processo de atresia para os folículos menores. Ao longo da vida da mulher o processo de atresia é responsável pela redução de  milhões de folículos. Uma mulher durante a vida reprodutiva produz a partir da puberdade um oócito secundário a cada ciclo de ovulação, que em média ocorre a cada 28 dias, assim aproximadamente 400 folículos é que efetivamente vão liberar o oócito secundário a partir da menarca até a menopausa6. O oócito secundário, agora com um conjunto haplóide (N) de cromossomos inicia a segunda divisão da meiose passando pela prófase II, atingindo a metáfase II. A segunda divisão da meiose é novamente bloqueada em metáfase II e será concluída se ocorrer
a fertilização. Ao longo da maturação oocitária a formação do primeiro corpúsculo polar é um sinal da finalização da meiose I, e a formação do segundo corpúsculo polar é um indicativo da fertilização do oócito.

Fonte : http://www.fmrp.usp.br/revista/2007/vol40n4/revisao_gametogenese.pdf

Mais figuras a respeito da gametogênse feminina ou oogênse ou ovogênese

Fonte : http://www.biologielexicon.info/alfabetmap/O/oogenese.html


O que mais gostei desta aula foi primeiramente a comparação com a gametogênse masculina o que nos faz pensar que os gametas femininos envelhecem juntos com a mulher afinal o inicio da gametogênese feminina se dá ainda na vida intra-uterina ja com os homens é diferente pois a gametogênese se inicia após a puberdade, não tem aquele tempo de espera como ocorre na mulher na qual os folículos primordiais ficam em um certo estado de dormência. Faz entender também porque mulheres ja de mais idade tem dificuldade para engravidar e maior probabilidade de ter um filho com alterações cromossômicas, afinal o ovócito ficou estacionado tanto tempo que se torna mais passível de ocorrer algum erro duranto a meiose que ocorre antes da ovulação.

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~ por seikienokawa em setembro 8, 2008.

Uma resposta to “GAMETOGÊNESE FEMININA”

  1. Ótima exposição de referencial teórico, com a essencial reflexãozinha final.
    O portfólio é exatamente isso, parabéns!
    Parabéns também pelas imagens, sempre facilitam.
    Alguma dúvida?
    Quando elas existirem, procure colocar em negrito ou sublinhado, que facilita na nossa correção!

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