Aula prática – estudo dirigido

•novembro 25, 2008 • Deixe um comentário

Essa aula consistiu em uma bateria de 10 perguntas que faziam relações de malformações com períodos embrionários, possíveis agentes externos e com alterações genéticas, uma parte prática do que havíamos tido em sala. Foram também discutidas algumas relações clínicas, como as causas e a sintomatologia da acondroplasia da síndrome XXY.

Aula teórica sobre a teratologia

•novembro 25, 2008 • Deixe um comentário

teratogenos

Nessa aula aprendemos a definir o que são teratógenos (agente externo ao genoma do concepto que induz malformações estruturais, deficiência de crescimento e/ou alterações funcionais durante o desenvolvimento pré-natal) e o que esses agentes podem causar se postos em contato com o bebê, fizemos também um apanhado sobre más formações de origem genéticas. Aprendemos que a placenta é um meio eficiente de defesa, no entanto, não tão perfeitamente quanto se pensava, o inicio dessa desconfiança se deu quando algumas mulheres grávidas que consumiam talidomida (um sedativo) tiveram seus filhos com más formações em membros, e quando foi descrito que algumas mulheres que haviam contraído o vírus da rubéola durante a gravidez tiveram filhos com danos a órgãos como olhos, coração e cérebro.

Aprendemos que os teratógenos afetam com intensidades diferentes os conceptos, dependendo do momento de desenvolvimento em que se encontram, por exemplo, no período embrionário o feto é mais sensível a agentes teratógenos, antes do décimo quarto dia, a lei do tudo ou nada se aplica, ou seja, se o concepto for exposto a algum teratógeno, ou ele é abortado espontaneamente ou nada lhe ocorre, e no período fetal o feto é menos sensível à ação de teratógenos, no entanto eles ainda podem afetá-lo e ainda afetam com mais intensidade os órgãos que estão amadurecendo.

Os teratógenos podem prejudicar o feto principalmente de quatro maneiras: Morte do concepto, malformação, retardo do crescimento intra-uterino, e deficiências funcionais; tanto por causas genéticas como ambientais.

Então a partir dessa base vamos discutir um pouco sobre as más formações comentadas em sala de aula.

Primeiramente vamos comentar alguns fatores genéticos que podem gerar más formações; poliploidia: zigoto com 3 ou mais conjuntos completos de cromossomos. Não há nenhuma característica externa, a criança apresenta uma deficiência metabólica, demora para apresentar desenvolvimento psicomotor, e geralmente morre perto de um ano de idade

A triploidia ocorre devido a polispermia ou a permanência do segundo corpo polar.

Tetraploidia: resulta da duplicação do número de cromossomos provavelmente durante a primeira divisão de clivagem. São inviáveis e abortados muito precocemente.

aneuploidia: Quando o zigoto contém o conjunto completo de cromossomos mais ou menos um ou dois cromossomos

Há apenas aneuploidia de alguns pares de cromossomos, porque os outros são inviáveis, devido ao fato de que se um cromossomo que é muito grande seja duplicado, esse fato é incompatível com a vida, porque a sua informação genética é muito grande, e seu excesso ou falta é inviável.

As síndromes existentes tem sua gravidade aumentada de acordo com o tamanho do cromossomo, ou seja a de Patau é a mais grave porque o seu cromossomo é o maior

Essas alterações genéticas podem causar diversas síndromes como a de DOWN (trissomia do cromossomo 21), a de EDWARDS (trissomia do cromossomo 18), a de TURNER (monossomia do cromossomo X), a de KLINEFELTER (trissomia do cromossomo sexual XXY), a de PATAU (trissomia do cromossomo 13), e uma trissomia parcial do cromossomo nove.

Alterações estruturais em cromossomos consistem basicamente em deleções e podem causar diversas síndromes tais como Síndrome de Cri Du Chat (síndrome do choro de gato), Síndrome de Wolf- Hirschhorn, Síndrome de Prader-Willi (cromossomo 15 com imprint genético paterno) e Síndrome de Angelman (cromossomo 15 com imprint genético materno).

Há também alterações nos genes, que são transmitidas através de gerações, essas alterações podem ser dominantes, recessivas, ligadas ao sexo ou restritas ao sexo. Alguns exemplos de síndromes que essas alterações podem trazer são as síndromes de: CROUZON, a de TREACHER COLLINS, a disostose crânio facial, a acondroplasia, e a que mais me chamou a atenção foi o xeroderma pigmentoso que consiste na alteração do DNA das células epidérmicas após exposição a raios UVA com evolução com atrofia de pele e carcinoma basicelulares e espinocelulares, resumindo uma sensibilidade extrema à raios UVA.

Aprendemos nessa aula também que os maiores agentes infecciosos que podem ter ação teratógena são os da toxoplasmose, rubéola, citomegalovírs, herpes, sífilis e o vírus da AIDS. E que as drogas com esses efeitos consistem principalmente nos antibióticos, anticonvulsionantes, antineoplásicos, tranqüilizantes, a nicotina também tem uma ação teratógena (ela, no entanto, influencia nos vasos placentários, causando uma vasoconstrição e prejudicando a circulação que nutre o bebê, o que pode gerar baixo peso ao nascer, baixa estatura, e malformações nos sistemas urinário, cardíaco), o álcool (pode causar a síndrome alcoólica fetal), drogas ilícitas (como LSD, maconha cocaína), compostos químicos (como mercúrio e chumbo), e radiação ionizante.

Também foi aprendido que cerca de 50% das malformações tem suas causas desconhecidas, o que chama muita atenção pois nota-se que é uma área que embora se tenha avançado muito, ainda há muito o que se descobrir.

Aprendemos que existem algumas maneiras de se levar uma gravidez saudável tais como:

1- Fazer pré-natal desde o início da gravidez

2- Ingerir ácido fólico regularmente, antes e durante a gestação

3- Evitar cigarro

4- Evitar álcool

5- Não tomar remédios sem prescrição médica

6- Evitar o uso de drogas ilícitas

7- Não se estressar

8- Fazer exercício físico regularmente

9- Manter uma boa nutrição e cuide do excesso de peso

10- Atualizar sua vacinação (DP dupla tipo adulto, Hepatite A e B, Rubéola e Varicela se não teve na infância).

Como achei a doença xeroderma pigmentosa a mais peculiar dentre as outras resolvi pesquisar um pouco separadamente sobre ela, trata-se de uma condição rara com herança genética aonde a pele e os tecidos se tornam sensíveis á radiação ultravioleta do sol, e uma exposição faz com que o DNA das células sofra sérios danos, que seriam reparados em uma condição normal mas que não são em uma pessoa que possua xeroderma pigmentosa, então as células sofrem mutações e podem causar diversas alterações na pele gerando bolhas e feridas horríveis, se a exposição for prolongada as pessoas podem desenvolver facilmente câncer de pele, (nesses casos o câncer acomete mais crianças antes delas completarem 5 anos). Alguns sintomas notados são: queimaduras de sol após pequena exposição, essas queimaduras não cicatrizam, aparecimento de bolhas após pequena exposição ao sol, bolhas com formatos de aranhas após exposição ao sol, fotofobia, e em casos extremos necrose da pele exposta ao sol. É interessante que o médico se mantenha informado do histórico dos pacientes para saber, por exemplo, se existe algum caso na família desse tipo de doença, assim ele pode solicitar certos tipos de testes quando a criança nasce afim de prevenir ela de futuros danos. Alguns testes que o pediatra pode solicitar é o de cultura de células da placenta e amostras de vilosidades coriônicas. O tratamento consiste basicamente em proteção contra a luz, até mesmo luz artificial pode ser danosa, caso há necessidade de exposição ao sol, é necessário que se passe protetor solar (com fator de proteção acima de 30) e que se use óculos escuros bem escuros, afim de evitar danos na retina, também é necessário que se tome uma medicação para a prevenção do câncer de pele.

( http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/ency/article/001467.htm)

Aula teórica sobre período fetal

•novembro 25, 2008 • Deixe um comentário

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Nessa aula aprendemos que o período fetal vai desde à nona semana até o nascimento, e que o desenvolvimento no período fetal está basicamente relacionado com o rápido crescimento do corpo e com a diferenciação dos tecidos, órgãos e sistemas e que nesse período o Feto é menos sensível a teratógenos no entanto eles ainda podem afetar gravemente estruturas como cérebro e olhos. Nesse período ocorre a diminuição da proporção maior da cabeça em relação ao corpo, ocorre regressão da onfalocele fisiológica (geralmente na décima primeira semana) geralmente na décima sexta semana já se percebe a presença de pavilhão auricular, o feto cabe na palma da mão (embora relações métricas sejam bem falhas na determinação de idade fetal) e os ossos já são visíveis em um raio X, por volta da décima oitava ou início da vigésima semana (segundo Moore) aparecem cabelos e lanugo e o corpo se encontra revestido pela vernix caseosa que possui como função auxiliar na hora do parto e proteger o corpo do bebe do contato com o líquido amniótico, uma ressalva interessante de se fazer a essa altura do desenvolvimento é que a OMS (Organização Mundial de Saúde) considera aborto nascimentos antes da vigésima semana e com menos de 500 g outros nascimentos após isso são considerados nascimentos prematuros.

Por volta da vigésima quarta semana ocorre a produção de surfactante pelos pneumócitos o que promove o início do amadurecimento dos pulmões, e uma característica externa interessante é a presença de unhas já nas mãos, e na vigésima sexta semana aprecem unhas nos pés também, o Moore comenta que nessa época o bebê já possui capacidade de sobrevivência extra útero pela maturação de seu sistema respiratório.

Na vigésima oitava semana o feto possui a pele mais translúcida (característica que pode ser utilizada para se diferenciar da vigésima sexta semana) e inicia-se a hematopoese na medula óssea.

A partir da trigésima semana e durante as próximas 6 a 8 semanas o feto ganha grande quantidade de gordura o que da um aspecto mais rosado a pele, por volta da trigésima quarta a trigésima sexta semana o bebê já possui tecido mamário palpável, pavilhão auricular bem definido e cartilaginoso e as unhas atingem a ponta dos dedos dos pés e mãos.

Após a quadragésima segunda semana de vida o período é chamado de pós datismo, nesse período a pele começa a descamar e pode ocorrer liberação de mecônio intra útero.

Achei interessante a aula, embora tenha muito o que se “decorar” de certo modo o que dificulta um pouco mas depois que se compreende algumas características principais fica mais tranqüilo para se determinar a idade dos fetos.

Aula prática – gravidez múltipla

•novembro 25, 2008 • Deixe um comentário

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Essa aula consistiu basicamente em ver peças do que tinha sido comentado na aula teórica, pudemos ver um feto papiráceo que é um fenômeno que ocorre quando um gêmeo cresce mais que o outro e esse outro acaba morrendo e sendo esmagado pelo que cresceu e então por essa compressão o feto esmagado se saponifica e fica com o aspecto de uma folha.

Vimos também uma placenta com 2 gêmeos dentro (essa parte foi bem interessante) e deu pra entender melhor como se dá o relacionamento intra útero dos conceptos.

Um caso visto também foi de um gêmeo que era o receptor de uma doação gêmeo-gemelar e tinha sofrido hidrópsia devido a sua alta taxa de células sanguíneas.

E por ultimo vimos um caso de má formação formando um gêmeo em lambda (ou monstro em lambda) que possui uma cabeça, mas dois quadris (remetendo à um caso em que o disco embrionário de divide tardiamente e de maneira incompleta).

Aula teórica sobre gestação múltipla

•novembro 25, 2008 • Deixe um comentário

gemeos Nessa aula aprendemos a conceituar o que caracteriza uma gravidez múltipla (presença de dois ou mais conceptos no mesmo útero ao mesmo tempo), aprendemos que eles podem ser mono ou dizigóticos (monozigóticos – um espermatozóide fecunda um ovócito e então em algum período ele se divide e dá origem a duas pessoas com sexo igual e tipo sanguíneo igual; dizigóticos – dois espermatozóides diferentes fecundam dois óvulos diferentes e nascem 2 irmãos que podem ou não ter sexo iguais e podem ou não ter tipos sanguíneos iguais) e que é muito mais comum nascerem gêmeos dizigóticos (segundo o Moore cerca de 2/3 das gestações gemelares são de gêmeos dizigóticos) e a incidência desses gêmeos aumentam com o aumento da idade materna e variam com a raça, já com relação aos gêmeos monozigóticos, pouco se varia na incidência por raças e com o avanço da idade materna.

Uma coisa que achei bem chamativa durante a aula foi a classificação dos gêmeos monozigóticos, pois isso tem bastante correlação clínica, por exemplo quanto mais tardia a divisão maior os riscos de se acontecerem más formações, pois mais diferenciadas estão as células, (uma divisão após o décimo terceiro dia geralmente resulta em casos de gêmeos siameses por uma divisão incompleta do disco embrionário).

Também aprendemos que os anexos embrionários como a placenta, o amnio e o córion podem ser separados ou divididos pelos gêmeos monozigóticos, e que geralmente são separados nos dizigóticos (o que podem se unir são as placentas nesse caso).

Aprendemos também que uma gravidez múltipla envolve diversos riscos não apenas para os fetos, mas para a mãe também, por exemplo, a mãe sofrerá com mais enjôos, pode sofrer anemia, presença de varizes, o aumento de peso é mais considerável, e para os fetos há risco de ocorrer por exemplo transfusão de sangue de um feto para outro através de anastomoses dos vasos placentários, o que faz com que um bebê nasça com anemia e o outro policitêmico, há maior risco de óbito intra uterino também, risco de prematuridade e de má formações.

Achei a aula interessante me fez pensar e ir atrás de informações em livros texto para poder compreender melhor o assunto, principalmente as divisões entre os monozigóticos.

Aula prática de organogênese, vasculogênese e crista neural

•novembro 25, 2008 • Deixe um comentário

palhacinho1 Nessa aula vimos 2 lâminas uma relacionada com o fechamento do tubo neural, e células da crista neural se desprendendo desse tubo e uma lâmina que mostrava a organização de alguns sistemas. O que tirei de mais proveitoso dessa aula foi conseguir entender como que se organiza o embrião, haja visto que é muito difícil abstrair isso, e entender como que um disco se dobra sobre si e forma cavidades, de fato uma aula que ajudou no entendimento da matéria.


CÉLULAS TRONCO

•outubro 7, 2008 • Deixe um comentário

Nos últimos anos o assunto “células-tronco” tem sido muito debatido, e é objeto freqüentemente exposto na mídia. Como a maioria das grandes novidades, esta área está sendo superestimada se for considerada a realidade atual, entretanto não há dúvidas de que as suas potencialidades são enormes, e pode-se esperar um novo tipo de Medicina a partir da evolução dessas pesquisas. Na verdade, o que se tem hoje é uma série de perspectivas e os resultados obtidos nas experiências em animais de pequeno porte não podem, ainda, ser extrapolados para a espécie humana. Experiências clínicas têm, entretanto, mostrado resultados alentadores.

Os diferentes tecidos são formados por células com características diversas. Por exemplo: o tecido muscular está constituído por células especializadas em contração, os miócitos. O tecido ósseo está constituído por osteoblastos, o tecido nervoso por neurônios, e assim por diante.

Quando uma das primeiras células do embrião sofre uma mitose e se divide, as duas células resultantes têm a mesma constituição genética e as mesmas características. A embriogênese progride com a contínua multiplicação das células, aumentando o número das mesmas e o tamanho do embrião. O interessante é que dentro da célula mais primitiva, o zigoto, existe informação suficiente para que, na medida em que essas células forem se dividindo, aos poucos ocorra uma diferenciação, originando diferentes linhagens que formarão diferentes tecidos como: muscular, ósseo, nervoso, etc.

No interior do núcleo desta célula primitiva existe uma bagagem gênica completa, com capacidade de transmitir as informações necessárias para toda a vida do futuro ser que esta célula originará. Em um determinado momento, nesta contínua série de divisões mitóticas, inicia um processo denominado diferenciação celular. Este processo é de extrema importância pois permitirá que novas linhagens celulares passem a existir e já iniciem a estruturação de um complexo organismo. Este fenômeno de diferenciação celular permite, em última análise, que a célula resultante da divisão seja diferente da antecessora.

Durante muito tempo, os biólogos ensinavam a mitose como sendo a divisão de uma célula em duas exatamente iguais. Há relativamente pouco tempo, com os novos entendimentos propiciados pela moderna biologia celular, foi sendo definido um novo tipo de mitose. A mitose assimétrica. O conhecimento desta mitose assimétrica permitiu a ideação de um tipo de célula com características especiais. Esta célula ao se dividir origina uma célula que se diferencia e outra que mantém as mesmas características da original. Desta maneira, ela pode se diferenciar em outra, ao mesmo tempo em que pode manter suas características primordiais. Esta manutenção de características permite, no organismo adulto, que haja um grupo de células que ainda mantêm características ancestrais, ou precursoras, ou tronco. Por essa razão são denominadas células-tronco.

Este fato, que constantemente está ocorrendo em nosso organismo, possibilita um processo reparatório fantástico, fazendo-nos prever sua utilização em oportunidades diversas. Este fenômeno da diferenciação, ou não, das células no processo divisório, acrescido da existência, no adulto, de células precursoras, permite uma multiplicidade de situações que necessita avaliação detalhada, objeto desta revisão inicial.

Existem na atualidade discussões éticas de grandes proporções que necessitam ser abordadas ao se estudar as células-tronco. Serão avaliadas pormenorizadamente no decorrer desta análise.

FUNDAMENTOS TEÓRICOS

Após a fecundação, a célula formada é denominada zigoto. O zigoto é uma célula totipotencial, ou seja, tem a capacidade de originar todo o indivíduo, com a sua complexa estruturação diferenciada.

Depois das primeiras divisões celulares, as células resultantes são também totipotenciais. Se estas células se separarem, a continuidade de desenvolvimento de cada uma independentemente dará origem a gêmeos idênticos ou univitelinos, provando sua totipotencialidade.

No decorrer da embriogênese, na medida em que ocorrem sucessivas mitoses vai se formando um conjunto celular denominado blastocisto. O grupamento celular central deste conglomerado apresenta células com capacidade de gerar qualquer outra célula, e por isto são consideradas pluripotenciais.

A diferença essencial entre uma célula totipotencial e outra pluripotencial é o fato de que a primeira (totipotencial) poderia até originar um novo indivíduo, enquanto que a segunda (pluripotencial) não teria essa capacidade. Ambas, têm a capacidade de gerar qualquer outra célula.

Tanto as células totipotenciais como as pluripotenciais são células-tronco. Durante o desenvolvimento embrionário elas serão as células-tronco embrionárias. Por outro lado, no indivíduo adulto, as células que mantêm as características pluripotenciais são as células-tronco adultas.

Na atualidade, a identificação, a separação, o isolamento e a cultura das células-tronco já é uma realidade. Este fato permite que se possa inferir seu aproveitamento terapêutico.

Existem vários questionamentos quanto às células-tronco. Onde estariam “guardadas” no organismo adulto? Quando entrariam em funcionamento (divisão)? Que agentes poderiam ser indutores desse processo divisional? A potencialidade dessas células poderia ser aproveitada em um processo reconstrutivo?

Com finalidade meramente didática e especulativa imagine-se, por exemplo a revolução em termos médicos que os seguintes feitos poderiam desencadear: células-tronco ou células isoladas seriam implantadas em determinada área e estimuladas a iniciar sua multiplicação, reconstruindo um órgão perdido. Desta maneira, um braço, ou uma perna ou um fígado ou mesmo um coração, (pelo menos teoricamente) poderiam ser construídos. É indispensável, entretanto, a percepção de que a realidade atual é completamente diversa. Acredita-se que um longo período ainda será necessário para a concretização desses sonhos. O controle do estímulo à divisão e diferenciação dessas células ainda está longe de ser uma rotina nos laboratórios. Quanto à utilização de células-tronco adultas, ou embrionárias, várias discussões éticas poderiam ser estabelecidas.

O uso de células-tronco adultas seria definido como a retirada de um grupo de células-tronco de determinada região do organismo de um paciente e seu aproveitamento no próprio individuo. A medula óssea do individuo adulto é uma zona extremamente rica nessas células e, por isso, freqüentemente usada como fonte de células-tronco transplantadas para o mesmo indivíduo.

Quanto ao uso de células-tronco embrionárias, várias discussões podem entrar em cogitação. Nesta situação, a retirada das células é realizada em embriões com poucos dias de desenvolvimento. Esta retirada é feita na maioria das vezes com o sacrifício do embrião, o que estabelece um dilema ético. Grandes discussões têm sido realizadas sobre este dilema. Grupos religiosos, de especialistas em ética e de cientistas estão há bastante tempo discutindo de maneira mais ou menos veemente este problema. O sacrifício do embrião doador destas células totipotenciais, ou mesmo pluripotenciais, cria uma situação extremamente delicada e de difícil consenso.

Por estas razões apontadas, esta revisão do possível aproveitamento dessas células, a partir desse momento passa a ser exclusivamente direcionada ao estudo das células-tronco adultas. Como foi afirmado anteriormente, as células-tronco adultas estão distribuídas em várias regiões do organismo, e mantêm sua potencialidade reprodutiva.

Reiterando essa afirmativa: como estas células mantêm esta capacidade durante toda a vida do individuo, a qualquer momento poderiam tornar-se utilizáveis em relação à necessidade de seu aproveitamento em um determinado processo regenerativo. Na medula dos ossos longos existe um nicho de células-tronco com constância e em quantidade suficiente para aproveitamento. Por outro lado, a retirada destas células pode ser realizada com relativa facilidade por uma punção de osso ilíaco. Em laboratório estas células podem ser separadas por centrifugação, e pipetagem.

Uma vez separadas, estas células pluripotenciais são injetadas de novo no organismo. Por sua pluripotencialidade elas têm a capacidade de migrar pela corrente circulatória, e aderir em zonas onde haja a necessidade de reparação. Inicia-se então um processo regenerativo cuja magnitude está sendo clareada no momento atual.

PERSPECTIVAS DE APROVEITAMENTO CLÍNICO

Várias áreas da Medicina estão em período experimental de aproveitamento de células-tronco. Uma resenha das principais e mais consistentes experiências com o seu aproveitamento será apresentada a seguir:

*Neoangiogênese: A formação de novos vasos sangüíneos a partir do uso de células-tronco está sendo cada vez mais evidenciada. Em revascularização de retalhos existem vários trabalhos pioneiros em andamento. No Serviço de Cirurgia Plástica da Santa Casa de Porto Alegre, coordenado pela equipe da disciplina de Cirurgia Plástica da Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre, está aprovado pela CONEP um trabalho pioneiro de revascularização de retalhos com a utilização de células-tronco.

* Cardiologia: A equipe da UFRJ desenvolve, também, trabalhos na linha de tratamento de cardiopatias, em parceria com o Hospital Pró-cardíaco, no Rio de Janeiro. Nesses estudos, foram realizados os transplantes de células-tronco adultas em 20 pacientes que aguardavam o transplante cardíaco. Do total de transplantados, 16 pacientes foram estudados por um longo prazo, demonstrando que a terapia celular trouxe consideráveis melhoras clínicas.

* Neurologia: Em 2002, foram apresentados resultados de experimentos em ratos adultos, com células-tronco isoladas do sistema nervoso central transplantadas, que apontaram a possibilidade de tratamentos futuros para doenças neurodegenerativas. Outras linhas de pesquisa com células-tronco também apresentam resultados promissores, entre elas a do tratamento de lesões traumáticas em que se utiliza uma injeção local de células-tronco medulares. Um estudo feito pela equipe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), conseguiu recriar impulsos elétricos entre a região lesada e o cérebro, pela aplicação de células-tronco medulares.

* Ortopedia: As aplicações das células-tronco estendem-se, também, à engenharia biotecidual, que utiliza o rápido potencial de crescimento apresentado pelas células-tronco para a obtenção de tecidos, tais como ossos, pele e cartilagem, que são cultivados e reimplantados nos pacientes em casos de lesões. Este procedimento já é realizado no Hospital das Clínicas da UFRJ, pela equipe do pesquisador Radovan Borojevic. A equipe trabalha também em estudos envolvendo o tratamento de grandes lesões ósseas, as quais não têm possibilidade de regeneração espontânea. Nesses casos, são utilizadas células-tronco medulares injetadas em matrizes ósseas humanas, que permitem que as células-tronco se diferenciem em células ósseas, promovendo a regeneração do tecido lesado.

* Endocrinologia: Estudos têm sido realizados em pacientes com diabete tipo 1. Essa doença é causada pela redução de disponibilidade ou perda de sensibilidade à insulina, hormônio que regula os níveis de açúcar no sangue e é secretado pelo pâncreas. A partir de células pancreáticas de órgãos doados, os pesquisadores conseguiram a maturação in vitro de células-tronco de ilhotas. Dos 38 pacientes que se submeteram ao transplante, após um ano, 33 estavam livres da terapia com insulina. São relatos isolados entretanto de extraordinária importância se for analisada a possibilidade de cura dessa doença. Fica clara a necessidade de cautela no entendimento destas extraordinárias possibilidades de uso.

INVESTIMENTOS INTERNACIONAIS EM PESQUISAS SOBRE células-tronco

Segundo Carlos Vogt, publicado em 2002 no Com Ciência, nesse ano o governo norte-americano destinou mais de 387 milhões de dólares para pesquisas com células-tronco, nas 20 instituições de pesquisa integrantes do NIH. Esse orçamento dividiu-se em pesquisas que utilizam células-tronco adultas e embrionárias de linhagens autorizadas, de humanos e de animais. O Instituto Nacional do Câncer foi o centro com maior gasto em pesquisas com células-tronco adultas, cerca de 70 milhões de dólares. O Instituto Nacional de Diabetes e de Doenças Digestivas e Renais foi o que mais utilizou recursos federais para pesquisas com células derivadas de embriões, com investimentos chegando a quase 4 milhões de dólares.

Segundo Don Ralbovsky, do escritório de comunicações do NIH, não existe um levantamento de dados sobre o investimento privado em pesquisa com células-tronco nos EUA. “Provavelmente algumas companhias estão empenhadas em reunir dados a esse respeito, mas elas não divulgam seu balanço financeiro”. O orçamento do NIH para 2004 foi de US$ 27,89 bilhões. Estima-se que mais de 60% tenha sido gasto em pesquisa básica. Em comparação, no ano de 1997 as indústrias farmacêutica e de biotecnologia gastaram US$ 27 bilhões em pesquisas biomédicas. Em 1990, somente 14% do orçamento do setor foi aplicado em pesquisa básica, de acordo com relatório do Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA.

O governo norte-americano também tem investido em pesquisas com outros tipos de células-tronco. Em 2001, juntamente com o anúncio presidencial da restrição de fundos para as pesquisas com células embrionárias, o governo destinou cerca de US$ 250 milhões para pesquisas com células-tronco adultas obtidas de cordões umbilicais, placentas e de animais. No início do ano de 2002, o presidente George Bush assinou lei destinando US$ 10 milhões para a criação do Programa para o Banco Nacional de Células-Tronco de Cordão Umbilical (National Cord Blood Stem Cell Bank Program). A decisão beneficiou diretamente a empresa ThermoGenesis Corp., que desenvolveu a tecnologia para processamento, conservação, estocagem e coleta de células-tronco derivadas de placentas e cordões umbilicais. A quantia inicial foi utilizada para a criação de unidades de bancos com esse tipo de células-tronco em todo o país. Estima-se que sejam gastos cerca de US$ 150 milhões para a criação de 150 mil dessas unidades.

PROJEÇÕES FUTURAS

No Serviço de Cirurgia Plástica da Santa Casa de Porto Alegre, coordenado pela equipe da disciplina de Cirurgia Plástica da Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre, foi criado um projeto de estudos continuados sobre células-tronco. Denominado GESC (Grupo de Estudos Stem Cells), o grupo tem uma periodicidade quinzenal de reuniões, onde são realizados seminários sobre o assunto. A presença da pesquisadora e internacionalmente conhecida profª dra Nance Nardi, como integrante e orientadora do grupo, tem permitido importante evolução do conhecimento na área. Os planos incluem um centro de pesquisa clínica e de difusão do conhecimento sobre células-tronco.

Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?602

Também estou adicionando sites que utilizei para pesquisa e encontrei informações interessantes, o primeiro trata de cientistas que conseguiram obter células tronco da pele de pacientes, o segundo é uma dscussão a respeito da ética em se utilizar mórulas para obtenção de células tronco, embora saiba-se que é mais utilizado os blastocistos, e o terceiro artigo trata de cientistas que conseguiram isolar células tronco a partir de sengue menstrual no japão. Lembrando sempre que as células obtidas no caso da pele e da menstruação são ditas células tronco adultas.

http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2008/04/07/cientistas_transformam_celulas_de_pacientes_em_celulas-tronco-426723561.asp

http://www.rangelmd.com/index.php/2006/08/27/is-it-moral-to-cut-up-a-morula-for-research/

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI919774-EI238,00.html

Gostaria de ressaltar qu essa foi a aula om a qual senti mais afinidade até então, acho fantástico o avanço que a medicina tem tido nessas pesquisas e sempre procuro me informar sobre debates que tratam do assunto, o modo como a professora nos passou a aula foi muito interessante sempre mostrando fascínio e novidades. Claro que ainda há muito o que se discutir e descobrir a respeito dessa nova tecnologia, no entanto a evolução que vemos acontecendo supera as expectativas ainda porque muitas das pesquisas são vetadas por conselhos de bioética.

E como sempre uma galeria de imagens: