Aula Prática 01 – anatomia do aparelho genital feminino e discussões

Discussão sobre o aborto

Se estamos comentando sobre gravidez, é importante fazer um comentário também a respeito do aborto, claro que é de conhecimento que o aborto é ilegal no Brasil salvo em ocasiões especiais, como risco para a vida da mãe ou estupro. O interessante é que em países de primeiro mundo os abortos são legalizados e nota-se uma melhor saúde da mulher nesses locais. Há evidências de que o aborto ilegal realizado de maneira inadequada em clínicas particulares por pessoas não capacitadas é uma das maiores causas de morte entre mães. Estou anexando um artigo científico que utilizei como base para meu esclarecimento a respeito do assunto.

Acredito que o aborto deveria sim ser legalizado, não penso que isso geraria uma reação de “abortos em massa”, até mesmo porque poder não significa ter que fazê-lo. Pessoas que realmente têm desejo de abortar o fazem de maneira escondida hoje em dia, acredito que legalizando esta prática essas mulheres estariam em condições melhores e não colocariam suas vidas em risco tal qual acontece atualmente.


Artigo – O IMPACTO DO ABORTO ILEGAL NA SAÚDE REPRODUTIVA: SUGESTÕES PARA MELHORAR A QUALIDADE DO DADO BÁSICO E VIABILIZAR ESSA ANALISE


( http://www.scielo.br/pdf/sausoc/v6n1/05.pdf )

Discussão a respeito da anatomia da genitália feminina externa e interna

Achei interessante a aula pelo fato de mostrar aonde o feto estará de desenvolvendo e deu uma noção do que veremos na matéria de anatomia. Deu uma idéia das estruturas do aparelho genital feminino, meios de fixação e função dos órgãos, estou anexando imagens a respeito do assunto.


Discussão a respeito de feromônios

Invisíveis e insensíveis odores da natureza
Permanece a dúvida: os seres humanos se comunicam quimicamente por feromônios?


Por que será que, em meio a um bom número de pessoas, é aquela em especial que nos atrai? A beleza aos nossos olhos, a inteligência ou a sensibilidade que nos revela ao falar, a sensualidade nos gestos, o que será? Chegamos mais perto e o encanto inicial se confirma ou não. Por que será?

São vários os fatores que determinam essa atração interpessoal, mas um deles, invisível e insensível, tem excitado a curiosidade dos neurocientistas: a possibilidade de que a espécie humana empregue feromônios para comunicar-se quimicamente com seus semelhantes.

Feromônios são substâncias inodoras produzidas pelos animais e depositadas no ambiente, capazes de influenciar o comportamento e o funcionamento orgânico de indivíduos da mesma espécie. Os camundongos machos, por exemplo, secretam na sua urina um tal metiltiometanotiol ou MTMT, que atrai as fêmeas e as faz investigar o ambiente em torno do emissor. As coelhas mamães secretam no leite um 2-metilbutenal-2, que determina nos filhotes a busca ativa pelas tetas.

Nesses animais, já se identificou todo um conjunto de regiões do sistema nervoso envolvido nessa forma de comunicação química: é o chamado sistema vômero-nasal. Um setor da mucosa nasal, o órgão vômero-nasal, apresenta células sensoriais especiais dotadas de proteínas específicas incrivelmente sensíveis a baixas concentrações desses compostos.

Essas células sensoriais estabelecem comunicação com certos neurônios do cérebro, formando uma cadeia de circuitos que segue às regiões da memória, das emoções, e da coordenação hormonal que o sistema nervoso exerce sobre o organismo. Mas não se trata do sistema olfatório: esses mensageiros químicos não são percebidos conscientemente, embora influam bastante sobre o comportamento e a funcionalidade do corpo.

Existem feromônios nos seres humanos?
A questão que se coloca é a seguinte: existe essa forma invisível e insensível de comunicação química entre seres humanos? Evidências circunstanciais sugerem que sim. Um bom exemplo é o das mulheres que coabitam no mesmo ambiente (os colégios internos de antigamente, os orfanatos de hoje ou as prisões femininas) e acabam por ter seu ciclo menstrual sincronizado, todas juntas fase a fase.

Os neurocientistas que primeiro se interessaram por esse tema comprovaram a veracidade dessas observações incidentais. Duas psicólogas da Universidade de Chicago, Kathleen Stern e Martha McClintock, coletaram com cotonetes a secreção axilar de um grupo de mulheres durante diferentes fases do ciclo menstrual, mascararam o cheiro dos cotonetes com álcool e apresentaram a outro grupo de mulheres cotonetes só com álcool, ou cotonetes também com… cecê axilar.

O resultado da pesquisa sugeriu a existência de pelo menos dois feromônios com efeitos distintos: um, coletado antes da ovulação, encurtava o ciclo menstrual das mulheres receptoras; outro, coletado durante a ovulação, fazia o contrário: prolongava o ciclo das receptoras.

Mais recentemente, outro grupo de pesquisadores fez um experimento diferente: coletou o extrato axilar de homens e o submeteu a mulheres disfarçado com um certo perfume. O ciclo hormonal se modificou nas mulheres receptoras (mas não nas que receberam o cotonete só com o perfume). Além disso, ao responder a questionários padronizados, elas relataram diminuição da tensão do dia-a-dia e uma sensação agradável de relaxamento!

O problema é que não há vestígios de órgão vômero-nasal nos seres humanos, a não ser durante a fase fetal, nem regiões específicas no cérebro que processem essa forma de comunicação química. Também não foi possível identificar células sensoriais diferentes na nossa mucosa nasal e, além disso, o genoma humano contém pobres evidências de algum gene que codifique as moléculas receptoras dos feromônios, como se verificou em animais. Pode ser, entretanto, que em nosso caso o sistema olfatório esteja envolvido, isto é, sentiríamos algum cheiro diferente que os ferômonios veiculariam.

Cá entre nós, talvez seja melhor assim. De outra forma, não teria sentido o que Jorge Amado escreveu sobre o amor de Nacib por Gabriela: “Ela estava esperando, o sorriso nos lábios, a réstia de luar nos seus cabelos e aquele cheiro de cravo.”


Roberto Lent
Professor de Neurociência
Instituto de Ciências Biomédicas
Universidade Federal do Rio de Janeiro
26/01/2007

Após leitura de divesros textos achei que esse resumia de maneira mais simplificada o que eu imaginava, acredito que há sim existência de feromônios e que esses quando isolados podem ser utilizados não como uma fórmula mágica da paixão até mesmo porque é um pouco superficial querer resumir o sentimento humano a puro instinto animalesco guiado pelo cheiro, mas esses perfumes poderiam ajudar a diminuir o stressm relaxar mais as pessoas e até dar uma ajudinha sim com aquela pessoa que convive com você que nunca percebeu como você olha pra ela, porque não?

http://cienciahoje.uol.com.br/65646


Discussão a cerca da castração feminina

O termo técnico para a “castração feminina” é clitoridectomia.

A castração feminina é uma tradição cultural milenar que extirpa o clitóris e lábios vaginais das mulheres, deixando apenas um espaço para as funções orgânicas. É cultivada na África, Península Arábica e Zonas da Ásia. Os adeptos, também o fazem nos países em que vivem.Não há uma idade certa para a cirurgia, pode variar de recém-nascidas, pré-adolescentes ou mulheres adultas. É importante considerar que sem essa cirurgia a mulher é considerada inapta para casar.Essa tradição cultural elimina o prazer sexual das mulheres e traz sérios riscos a sua saúde: dores fortes, cólicas cíclicas lacerantes, gravidez e partos com alto índice de morte, entre outros.

No seu livro Cultura tradicional banto, Raul Altuna (1985:279) a excisão é cerimônia inaugural dos ritos de puberdade. Portanto, sua prática deve ser entendida como rito da fase de puberdade, como iniciação à vida de comunidade. Sem ela, a mulher não se vai “fazendo”, completando, realizando. Só a excisão a situa no lugar religioso e social exato, torna-a apta para as suas responsabilidades e lhe permite movimentar-se com eficácia na pirâmide vital interativa. Em Angola, por exemplo, a iniciação é praticada por vários grupos: Ganguela, Tshokwe, Nhaneka-Humbe, Ambó. A menina deve ser iniciada quando lhe aparece a primeira menstruação. Normalmente, as mutilações sexuais são realizadas por mulheres, na intimidade da iniciação em família. Muitos povos negro-africanos praticam a excisão ou clitoritomia, por influência, sobretudo, dos países árabes ou islamizados: Egito, Sudão, Djibuti, Emirados Árabes Unidos, Oman. Na África Negra são praticadas na Nigéria, Mali, Guiné, Costa do Marfim e em outras áreas da parte oriental do continente. A clitoritomia é uma iniciação pela qual a jovem alcança o estatuto social de mulher. Nenhum Kikuyu se casará com uma mulher não iniciada e, inclusive, é “magicamente perigoso” relacionar-se sexualmente com quem não sofreu a excisão.

Em uma operação dolorosa e cruel, extirpam o clitóris com uma faca candente, com pedaços de vidro, com uma lâmina de barbear, com uma faca de sílex ou com um tição incandescente. Muitas vezes também cortam os pequenos e grandes lábios da vulva. A operação é feita por mulheres especializadas, que, em alguns lugares, aplicam urtigas como dolorosa anestesia. Costumam fazê-la quando a jovem chega a puberdade e, em alguns grupos, aos oito ou nove anos. Alguns povos pensam que, desta forma, se propicia a fertilidade e se favorece o relacionamento sexual. Entre os Nandi (norte da República Democrática do Congo), “a crença geral é se as jovens não são iniciadas, o seu clitóris se alongará e ramificará, e que os seus filhos serão anormais. É mais difundida a defloração da menina durante os ritos de puberdade. Muitos grupos bantu realizam-na, embora muitos outros apreciam a virgindade até ao casamento. A ruptura do hímen, mecânica, é feita por uma mulher idosa com os dedos ou utilizando um pequeno instrumento. “Na costa ocidental da África, as jovens são defloradas com a ajuda de um bambu, que conservam dependurado da vagina por cerca de três meses. À volta da vulva colocam formigas que devoram as ninfas e o clitóris”.Ao que parece, pensam que assim se previne qualquer oclusão vaginal na menstruação.

A excisão é vista como renascimento para uma vida poderosa. A iniciação feminina é uma situação que, por estar carregada de emoção, mistério, dramaticidade, religiosidade, origina uma vivência psíquica que marca e determina para toda a vida a mulher negro-bantu. Muitas costumam ficar defeituosas (física e psicologicamente) e a ausência de assepsia acarreta graves infecções que causam, por vezes, a morte. Alguns etnólogos viram nessa prática um significado sacrificial. O resgate e a propiciação exigem sangue. Por isso, o indivíduo imola parte do seu ser, oferece um sacrifício parcial em vez de oferecer como vítima.

http://www.pucsp.br/rever/rv1_2006/t_kimbanda.htm


Com respeito a Castração feminia, esse tema me chamou muito a atenção pelo fato de se tratar de um ritual de fundo mítico, algo como um rito de passagem que toda mulher deve passar para ser digna de uma vida feliz ao lado do marido, o triste é que as próprias mulheres que passaram por isso incentivam a realização de tal brutalidade sem ao menos refletirem a respeito com um maior humanismo, é um dos casos aonde a crença tem valor absoluto. Me aprofundei um pouco no assunto e li um pouco a respeito do trabalho que estão realizando na África com o objetivo de conscientizar a essas mulheres o mal que estas estão fazendo ao seu próprio corpo, levam maquetes do órgão genital feminino, realizam palestras, tudo com um fundi científico e pedagógico por trás. Uma ótima iniciativa. Achei o tema fantástico.



~ por seikienokawa em setembro 8, 2008.

Uma resposta to “Aula Prática 01 – anatomia do aparelho genital feminino e discussões”

  1. Ótimo, você pegou o jeito!
    É muito bom sempre colocar referencial teórico, a fonte em que o encontrou, extras como fotos e vídeos e dizer o que você pensa sobre o aspecto.
    O que você está fazendo de maneira maravilhosa, parabéns!!

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