PRIMEIRA SEMANA DE DESENVOLVIMENTO

Depois de uma breve discussão sobre fecundação, vamos saber agora o que ocorre cronologicamente no desenvolvimento do concepto.

Após a fecundação (cerca de 30 horas após), o zigoto passa por um fenômeno chamado clivagem ou segmentação. Esse processo consiste em diversas mitoses consecutivas, no início lentas mas que se aceleram com o passar do tempo. As células derivadas do zigoto são chamadas de blastômeros e ficam cada vez menores a cada divisão mitótica. É importante ressaltar que os blastômeros não se dividem todos ao mesmo tempo ou seja as divisões são assincrônicas e que até o número de 8 células todas as células são totipotentes, podendo se diferenciar em todos os tipos de tecidos.

Quando alcança cerca de 16 células o concepto passa a se chamar mórula, nesse estágio ocorre um fenômeno chamado compactação que consiste nas células serem mantidas unidas por proteínas da família das E-caderinas e também pela zona pelúcida que impede que os blastômeros se percam durante as divisões e diferenciações que virão a seguir a zona pelúcida também tem importante função por impedir que o concepto seja rejeitado pelo organismo materno já que até então o concepto é um corpo estranho, e também esconde receptores de superfície impedindo assim que ocorra implantação prematura na tuba uterina, prevenindo assim a gravidez ectópica. As células sofrem modificações no citoesqueleto que permite-nos então identificar um pólo apical e um basal nas células ainda nota-se a presença de junções “GAP” e zonas de adesão entre as células com o intuito de aumentar a superfície de contato entre elas, e após cerca de 4 dias o concepto chega no corpo do útero aonde tem início a primeira diferenciação. As células passam a expressar separadamente genes paternos e maternos, as que expressam genes paternos formarão o trofoblasto que seria como a “casca de um ovo” e as células que expressam genes maternos formarão o embrioblasto que seria como a gema dentro desta casca. O trofoblasto formará o cório que é a parte embrionária da placenta e o embrioblasto formará o embrião. Sabe-se que os genes não são expressos de maneiras iguais, isso chama-se imprint genético, o imprint materno parece “desligar” os genes que se envolvem na produção da placenta e o imprint paternos “desliga” os genes ligados a formação do embrião.

Os blastômeros em suas divisões produzem pequenas quantidades de líquido o que da origem a uma pequena cavidade, após isso células do trofoblasto que possuem bombas de Na+/K+ e bombeiam íons para dentro dessa cavidade o que gera uma cavidade maior cheia de íons e água, já que esta entra por osmose, que se chama blastocele. Ainda por volta do quarto dia as células passam a produzir uma enzima chamada stripsina que degrada a zona pelúcida e então o concepto se encontra livre no corpo uterino, durante esse período a progesterona faz com que o endométrio sofra modificações e então suas microvilosidades apicais tornam-se menores, esses são os pinopódios, que absorvem água e fazem com que a cavidade uterina se torne virtual, isso permite que o concepto sofra nidação mais facilmente, é importante saber que o blastocisto deve sofrer nidação com o embrioblasto votado para o endométrio e não de forma contaria, se isso ocorrer teremos um fenômeno chamado “ovo cego” que consiste em uma placenta muito desenvolvida no entanto não temos embrião em formação pois as células do embrioblasto precisam de mias nutrientes e os que recebem não são suficientes para proporcionarem o desenvolvimento do embrião, anexarei um arquivo comentando sobre isso no final. Células do trofoblasto se ligam á células do endométrio e então células do trofoblasto se diferenciam em citotrofoblasto e sinciciotrofoblasto, durante esse processo o organismo materno não rejeita o concepto pelo fato de leucócitos secretarem substâncias que impedem que o sistema imunitário materno ataque o blastocisto. A partir daí tem início a segunda semana de desenvolvimento embrionário.

Fonte: Anotações feitas em aula / google

Como comentado estou anexando um arquivo sobre o “ovo-cego” para ampliar os conhecimentos a respeito do assunto

http://brasil.babycenter.com/pregnancy/perdas/anembrionada/

Durante a pesquisa encontrei um artigo interessante que trata de quimerismo e mosaicismo recomendo a leitura: http://genetica.ufcspa.edu.br/biomedic/seminarios%20monitores/CienciaHoje.pdf

Galeria de imagens para facilitar o entedimento

~ por seikienokawa em outubro 6, 2008.

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